Redução ao valor recuperável de ativos

Com a competitividade empresária atual e a economia globalizada, uma boa gestão de negócios exige investimentos acertados que tragam o maior retorno financeiro possível. O utilitário das informações contábeis necessita de um mecanismo que permita tirar o maior proveito realizável dos ativos, seja através do uso ou a venda dos mesmos.

Uma máquina ou unidade geradora de caixa qualquer, por exemplo, pode trazer entradas de caixa de duas maneiras: pela utilização, digamos, na produção; ou na sua venda à terceiros. Compete à contabilidade estimar o maior valor recuperável, normalmente inferior àquele contabilizado à preço de custo, levando a uma consequente perda por desvalorização.

Evidentemente que, se não reconhecida a perda por desvalorização dos ativos, o Balanço produzirá uma informação imprecisa, e a empresa poderá ser surpreendida com um rombo financeiro, e certamente problemas fiscais por inexatidão nas suas informações. Nesse sentido, o impairment é uma importante ferramenta para, se não ganhar, ao menos minimizar as perdas. Apesar de ser obrigatório, é imprescindível para qualquer entidade séria testar, no mínimo anualmente, a redução ao valor recuperável. É por meio desse mecanismo que a entidade toma conhecimento da sua situação patrimonial real e sua capacidade de fazer frente às suas obrigações, prevenindo-se de prejuízos.

Mensuração do valor justo

Mensuração do valor justo constitui um mecanismo importante que estima, lucidamente, o que uma empresa possui e o seu valor. Afeta diretamente os utilizadores das informações contábeis, tendo em vista que, se demonstradas de forma imprecisa, não irão evidenciar de maneira fiel a situação financeira e patrimonial da entidade, prejudicando a tomada de decisões.

Uma das maiores vantagens desse mecanismo é permitir a atualização contínua de valores, pois é periódica e condizente com os preços praticados no mercado, e na ausência de um mercado, uma estimativa baseada nas informações pertinentes observáveis. Por exemplo, uma máquina pode sofrer modificação no seu valor por obsolescência, mantê-la nas demonstrações contábeis à valor do custo histórico transmite uma imagem equivocada do patrimônio da entidade.

Por outro lado, limita a competência da empresa de manipular o lucro líquido: Uma jazida de minério pode sofrer ganhos ou perdas no seu valor justo, se superar ou frustrar as expectativas, no entanto, essas perdas e ganhos são reportados no período que acontecem e são devidamente representativas e comparáveis.

Ainda que apresente algumas desvantagens, como a dificuldade de aplicação para bens ausentes de mercado de referência ou, quando existentes, grandes flutuações de preços; facilita a determinação da capacidade da entidade para fazer face às suas obrigações, informando a possibilidade de obter recursos financeiros através da alienação dos seus ativos, uma vez que este método apresenta valores mais atuais face à realidade. Por mais que o valor justo esteja errado, ele sempre será inevitavelmente mais próximo da realidade de mercado, favorecendo a tomada de decisões pelos usuários da contabilidade.

Sobre o Pequenos Resumos

Bem-vindo ao Pequenos Resumos.

Nesse recanto pretendo narrar, em forma de resenha ou resumo,  minha trajetória de desenvolvimento pessoal através da leitura de conteúdos diversos: desde as matérias da faculdade aos livros  de assuntos do meu interesse. Irei também narrar situações do meu cotidiano, quando achar conveniente.

 O propósito disso é desenvolver minhas habilidades de escrita e pensamento crítico, por tanto, não tem esse a finalidade de entreter ou se tornar popular, ainda que visitantes serão sempre bem-acolhidos e poderão participar com comentários.

As postagens serão semanais, porém de forma aleatória quanto ao dia da semana e tema a ser abordado. Irei retornar constantemente às publicações para avaliá-las e, se achar conveniente, melhorá-las com alterações.

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